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que saco… fevereiro 9, 2010

Posted by julianna in Sem-categoria.
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… não sei jogar esse jogo.  :(

Carinho janeiro 26, 2010

Posted by julianna in pq sem dizer nada...se diz mais..
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…porque…

…todo mundo precisa de alguém…

…e eu preciso é de você…

…pra me acompanhar…

…e pra não me perder…

… eu preciso é de você…

…pra comigo andar…

…eu asó aceito a condição de ter você…

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Post viadinho, rs… mas ultimamente tô assim mesmo. ;)

Natal do meu futuro filho… janeiro 3, 2010

Posted by julianna in cotidiano, sábias sapiências da vida pós moderna, só acontece comigo....
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… se eu tiver coragem de ter um algum dia, hehehe.

Maldito papai noel neoliberal, hehehe.

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Desejo de ano novo janeiro 3, 2010

Posted by julianna in O que eu não entendo..., cotidiano, sábias sapiências da vida pós moderna.
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Que em 2010 as soluções estejam mais em nossas mãos, ao invés de as delegarmos covardemente a outros.

Feliz Quintana Novo dezembro 30, 2009

Posted by julianna in Sem-categoria.
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Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
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dezembro 7, 2009

Posted by julianna in inícios... u.u.
1 comment so far

A espera… ah, a espera.

Nunca foi tão doce…


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A sujeira nossa de cada dia. novembro 30, 2009

Posted by julianna in cotidiano, sábias sapiências da vida pós moderna.
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A greve

É nosso desastroso hábito observar que as coisas não vão bem e reclamar. Reclamar, discutir em mesas de bar, fazer cara feia pras notícias da TV, e só. E quando as coisas continuam a não ir bem, ou não acham solução, concluímos com um sonoro “viram? Não adianta fazer nada”. Cansada desse processo e curiosa sobre o que faziam aqueles que “não fazem nada”, resolvi participar do processo in loco e lá fui participar das negociações pra reestruturação da carreira de assistência social do Distrito Federal. O processo arrastou-se lenta e invisivelmente às autoridades até culminar numa greve. Greve esta prejudicial apenas àquelas partes mais esquecidas da população. Uma parte que não foi afetada quando paramos o trânsito no Eixo Monumental, na frente do Buritinga, porque a maioria deles só anda de ônibus. A parcela da população que nos via simplesmente não precisa da Assistência Social. Antes, nem sequer sabe o que ela significa. Ficaram então, sem assistência as famílias que recebem pão e leite todos os dias, os adolescentes adictos de crack e suas famílias desesperadas, as crianças e idosos que vivem em abrigos, os adolescentes trancafiados em unidades de internação, as mulheres assistidas por programas de proteção à violência. Enfim, todos aqueles que você não quer saber se existem ou não, porque eles fazem a vida parecer pior do que ela já é.

Cadê o dinheiro do GDF?

Nesse lento processo de mais de uma semana de desassistidos, as negociações se desenrolaram lentas, com a imprensa bradando que nosso aumento pretendido era ilusório. Como pedir 103% de aumento? Ridículo exigir isso de um governo que não deu mais de 30% a nenhuma outra categoria. Alexandre Garcia riu de nós. Mas, esqueceu-se ele de observar que essa porcentagem era devida uma disparidade na qual servidores de nível superior possuíam um vencimento básico de 800 reais, e servidores de nível básico recebiam complementação de salário mínimo, visto que seus vencimentos não chegavam a isso. A “simpática” líder do governo na Câmara legislativa nos recebeu mal a mal, afirmando que não sabíamos negociar. O presidente da Câmara se impacientou com nossa presença, empurrou com a barriga nosso pedido de ajuda pra abrir as negociações, pois até então, num jogo de empurra-empurra, governador e secretário de planejamento afirmaram que não haveria mais nenhuma negociação com a categoria.

Depois de uma reunião estressante com negociadores da pasta de planejamento, que bradavam aos quatro ventos que o GDF não tinha dinheiro, que era impossível o audacioso aumento pretendido, que estávamos sendo gananciosos com o tamanho daquele pedido, ofereceram-nos um valor irrisório, dividido em 03 parcelas, com a única vantagem de equiparar nossos vencimentos aos do administrativo do GDF. Isso seria bom apenas para as próximas brigas com o governo por melhores gratificações.

No mesmo dia em que servidores exauridos por todo esse processo de negociação, desconfiados e insatisfeitos tentam debater sobre a aceitação ou não da “propostinha” do governo, a Polícia Federal inicia uma intervenção contra o governo do distrito federal por corrupção passiva. Menos de 36 horas depois, diversos releases de vídeos mostram deputados, líderes do governo, o presidente da câmara distrital e o próprio Sr. Governador recebendo blocos e mais blocos de dinheiro, escondendo-os nas bolsas, “cestas” e até nas meias. Finalmente descobrimos onde está o dinheiro do GDF.

Pagamos o peru (ou seria o pato?) em pleno Natal

Toda a situação vexatória em que o governo se colocou nesse momento culminará, possivelmente, em mais constrangimento tão somente para o cidadão. Caso haja intervenção federal no DF, as obras que massacram a paciência dos moradores da capital irão parar. O projeto de lei dos servidores da assistência social dificilmente será votado. E tudo acabará novamente em um belo nada. Como disse um leitor do Correio Braziliense “cinco contra um como isso termina em nada”.

Minha lição de tudo é que o processo democrático no Brasil hoje é uma grande mentira. Não posso ser alienada a ponto de não reconhecer que já foi pior, e que muitos avanços ocorreram. No entanto, o verme da corrupção e o jogo político ao qual fui exposta recentemente na capital deste país, me causam náuseas. E, ainda assim, me sinto impelida a participar da caminhada do impeachment do meu querido patrão. (Eu disse impelida, não que iria, isso não vale como prova de processo disciplinar, hein? Rs).

A política não é nem de longe a sujeira que as pessoas pensam que é. O que passa na TV é apenas a parte mais higienizada.

ainda olhando… novembro 23, 2009

Posted by julianna in Sem-categoria.
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Já estive aqui antes. E me lembro bem. Talvez por isso me mantenha aqui fora, olhando pela janela, hesitando entrar. Talvez justifique minha teorização do espaço que observo, análise crítica dos ambientes lá dentro. Mas, poxa, que vista linda!
Sigo encantada por uma vista que tenho medo de tocar, extasiada com uma sala na qual tenho medo de entrar.
Mas… que imagem linda!

papo com o acaso outubro 26, 2009

Posted by julianna in Sem-categoria.
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papo com deus

Subi no trono divino pra fazer algumas perguntas. Cheiro de chuva no meio das nuvens, ar rarefeito e jeito de Lucy in the Sky pra essa aventura, não boto a mão no fogo por essa sobriedade, mas fui. Velhinho de barba branca e chapéu de pescador junto a um punhado de nuvens brancas, sentado, quieto. Uma calma. Posso perguntar umas coisas? O velhinho olha com olhos de milhões de anos, pesados e escuros. Abana a cabeça afirmativamente. Quero saber uma pá de coisas que não se sabe a resposta, e quero perguntar cadê essa mágica toda que ninguém vê mais? Cadê a chuva de sapos, a invasão de gafanhotos, cadê a água virando vinho? O máximo que eu vi disso foi meu salário virando cerveja e uma turma reunida fazer 1 real de cada um comprar uma caixa da mesma. O mundo virado de ponta cabeça e o senhor aí, pescando, e com esse olhar de quem não vê nada? O velhinho nem pisca. Milhões de perguntas sobre as pessoas que morrem em vão, tiros, balas perdidas, fome, guerra, gente que julga sem saber, gente que faz maldade, gente que sofre em vão, Gente. O velhinho mudo, fita com olhos negros de universo.

Considerações frustradas, posições ateístas, céticas e cínicas, por isso que não se acredita mais em deus. Se é do destino nunca te atender nas suas expectativas, por que isso de acreditar num pescador que nem sequer fala? Melhor por tudo nas mãos da gente mesmo, assim qualquer falta e qualquer sucesso não se deve a nenhuma divindade esquisita, que uma hora bate e outra alisa. E essa história de “louvai e agradecei”? E essa coisa de “adorai”, “não pequei”, “serás julgado”? Não se pode cobrar humildade de um deus tão arrogante, hein? Voz alterada, estridente, gritos frustrados, silêncio. Voz arrastada e decepcionada. É por isso que não se acredita mais. Sem gestos, olhos grandes e redondos de buraco negro fitam a cena.

A cabeça baixa se levanta por uns instantes e se depara com o velhinho pescador de cabeça baixa, por sua vez. Parece frustrado com tantas perguntas sem resposta. Achava que deus tinha a sabedoria infinita das respostas. Me fita novamente, depois de um longo suspiro doído. Olhos negros de universo e de convite, caminho instintiva e lentamente; sento ao seu lado. Observo a vista: horizonte distante. Nuvens e céus infinitos, um branco sem limites. O velhinho pescador olha pra cima; também o faço. Um negro infinito, profundo e distante se apresenta: universo distante. Fito o velhinho que me fita de volta, com seus olhos escuros magnéticos, profundos como as abissais. Suspiro. Alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê… não sei mais.

Fecho os olhos, vejo a sala de casa. Mais uma pétala da flor de pedra, da graça que pedi, cai. O que é superstição e o que é fé? É, pode ser que a maré não vire. Pode ser da vida acostumar. E o acaso a se esconder. E agora o amanhã, cadê?

Fito o velhinho e sua mão pesada e forte se move, formando um vento terrível e avassalador em minha direção. Um medo enorme se apodera de mim, nem penso. Só enxergo um mar, de verdade, com dois barcos em tormenta, e uma chuva de lágrimas, muitas cenas passando ao mesmo tempo. E a mão de velhinho pescador pousa, delicadamente, como uma brisa de praia, no meu ombro. Me fita com seus olhos abissais, nenhuma expressão que o denuncie. Sua expressão sutilmente me reflete, como um espelho que só mostra sombras. Segundos eternos se passam até que ambos olhem para o universo escuro de novo.

Suspiro. Fito mais uma vez o velhinho que me reflete, devolvo seu gesto, quase abraço, e olho novamente para o universo profundo… Sozinho, ou como for, eu vou até à beira. E de repente, na minha frente fez-se mar. Pensamentos de praia, conversa desfeita, quase lá. Foi quase lá. Espero, em vão, que o Acaso entregue alguém pra me dizer o que qualquer dirá. Mas, não. Meço no vento, os próximos passos, e o passo de agora. E entendo: é de mágica que se dobra a vida em flor.

Levanto e vou lá, que andar é reconhecer.

papo com deus 2

 

Primeiro andar
Los Hermanos
composição: Rodrigo Amarante

Já vou, será
eu quero ver
o mundo eu sei
não é esse lá

por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o pai

vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá

não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber

se alguem numa curva me convidar
eu vou lá
que andar é reconhecer
olhar

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou

Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim

eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou

Na luz e vendo outubro 15, 2009

Posted by julianna in cotidiano.
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“E minha vida é esta: subir Bahia e descer Floresta” – Rômulo Paes

Este pequeno adágio do poeta mineiro Rômulo Paes fala do hábito em Belo Horizonte de transitar entre a rua Bahia e o bairro Floresta, pontos altos de discussões e movimentações políticas e ponto de barzinhos e restaurantes super legais.

Mas a sensação que tive ao descer a rua Bahia e ler este versinho em um monumento de bronze, que mais parecia um bandeirante desbravador, foi a de uma imagem bem mais distante. Pensei em subir a Bahia e chegar ao nordeste, norte do Brasil, e subir mais, e subir Américas sem fim. E, ao descer florestas, visualizei descer ao sul, sul de Minas, sul do Brasil, sul dos lugares ao sul de mim, abaixo de onde estiver.

Uma verdadeira volta ao mundo passou diante dos meus olhos depois de ver aquele monumento na linda Belo Horizonte. E depois de ver Belo Horizonte e ver que de Belo Horizonte vê-se tudo, de cima de seus topos e morros e colinas e serras, pude ver o mundo através da frase do poeta mineiro.

Ver. Olhar, que é meu sentido preferido, e se dá de tão diferentes vieses e formas, viu na frase do monumento de BH mil possibilidades de ver o mundo, subindo todas as bahias e descendo todas as florestas, e vendo tudo de cima, vendo um belíssimo horizonte.

P8110276