Arquivo de setembro, 2008

Meu gafanhoto verde deu suas caras mais uma vez. E dessa vez, parece que grudou na minha porta. Por tanto tempo olhando de rabo de olho enquanto passava pela geladeira, dessa vez o gafanhoto verde apareceu bem na minha frente, com um telegrama pregado na patinha, me mandando pra Capital Seca.

Lá meus lábios racharam, minha pele secou, mas meu coração encheu de esperança de novo e me senti em casa. Não tão em casa como aqui, na Capital Quente, de onde escrevo agora, mas em casa. Senti-me gente grande, numa capital tão grande, o oposto do que amiúde se pensaria. Não me senti pequena, a cidade não me reduziu, mas sim me engrandeceu.
Parto, então, pra lá, pra Capital Seca, como um caramujo que sou: a casa nas costas e devagar no andor, e com meu gafanhoto verde, acompanhando meus passos.
Não me despeço, porque, enfim, distâncias são mínimas com tecnologias aéreas, msênecas e orkúticas. E terei ajuda de custo do GDF para não sentir tantas saudades… 😉