Arquivo de fevereiro, 2009

Publicado: fevereiro 11, 2009 em sábias sapiências da vida pós moderna

Cada música tem seu tempo. Sua hora certa de encantar. A voz que se ajusta ao instrumento. O momento que se ajusta ao timbre ideal. Se a música não te tocar, não é o momento dela. Se o timing certo for, a música vai encaixar. E o sorriso deslizar no seu rosto, e a memória segurar o tom certo no ouvido…

Cada tempo tem sua música. Cada história marca a sua trilha. E quando o vento toca o rosto e o barulho da rua lembra aquela nota, a vontade de cantar se assume. E se some quem cabe na trilha, a saudade se encarrega de cantar por você.

Cada um tem no tempo sua música que se encaixa. No meu tempo cabem as músicas do mundo inteiro. Mas no tempo que a gente tem, só cabe uma.

“- Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá…”

“- I’ll let you stay with me if you surrender…”

(não era o vídeo que eu queria, maass…)

eu sou a tela…

Publicado: fevereiro 8, 2009 em Sem-categoria

XI

Não sou eu quem descrevo. Eu sou a tela

E oculta mão colora alguém em mim.

Pus a alma no nexo de perdê-la

E o meu princípio floresceu em Fim.

Que importa o tédio que dentro em mim gela,

E o leve Outono, e as galas, e o marfim,

E a congruência da alma que se vela

Com os sonhados pálios de cetim?

Disperso… E a hora como um leque fecha-se…

Minha alma é um arco tendo ao fundo o mar…

O tédio? A mágoa? A vida? O sonho? Deixa-se…

E, abrindo as asas sôbre Renovar,

A êrma sombra do vôo começado

Pestaneja no campo abandonado…

(Fernando Pessoa por ele mesmo)

foi só quando acordei , percebi
o que havia deixado pra traz –
sabor de brisa do mar,

só agora eu sei o que senti
não foi algo fulgaz
diz se como a primeira vez –

e de tanta saudade de ti
aprendi a levar
de longe…
com o tempo ,

e de tanta saudade de ti
aprendi a levar
de longe
sem medo,

….

com toda a licença do mundo

aqui Hugo escreveu com as minhas mãos…

Stadt Bier

Publicado: fevereiro 2, 2009 em cotidiano

Continuando o passeio pelo DF, meio conturbado esse mês pela descapitalização desta que vos fala, mas com gratas surpresas, achei uma cervejaria super legal no Sudoeste, que chama Stadt Bier.

O que mais me chamou atenção nesse lugar? O Stadt Bier produz seu próprio chopp. Metade do lugar é tomado por barris de metal controlados por um maquinário moderno, que produz todos os tipos de chopp disponíveis no cardápio na hora. Pensei, a princípio que o chopp seria quente, com gosto estranho e todos os preconceitos que vocês possam pensar. No entanto, o chopp é gelado, deliciosamente cremoso, e com um sabor diferente de todos os que já tomei. A cervejaria preza todos os requisitos para a produção do chopp alemão por excelência, segundo as palavras do próprio cardápio: água pura, maltes selecionados, lúpulos importados da Alemanha, sem conservantes ou estabilizantes. No cardápio você encontra seis tipos de chopp diferentes, cada um com uma especificidade bem elaborada, desde o Original, com 100% de malte de cevada, não filtrado, até o Stadt Delirius, de sabor marcante semelhante às cervejas belgas.

Não pude experimentar todos, sabe como é, mês de contenção de gastos, rs. Mas, voltarei lá com certeza e daí comento os sabores diferenciados. Então, vamos às notas!

  • Cardápio: 9,0

O cardápio de chopps é uma glória, mas não experimentei o cardápio de petiscos, o que conta muito para uma cervejaria.

  • Música: 9,0

Me empolguei tanto com os chopps que esqueci de falar do espaço como um todo! Hehe… Pelo comentário geral, nem todo dia é dia bom de Stad Bier, musicalmente falando. O dia que fui porém, foi bastante animado: duas bandas cover de pop rock, a última cover do U2, os DJs que tocaram entre e depois das bandas também agitou muito o lugar.

  • Atendimento: 8,0

Como todo lugar meio cervejaria, meio pub, o atendimento é você atrás da sua cerveja. O lugar até tenta atender bem, garçons passeiam pelo bar com bandejas cheias de tulipas de chopp…quente. Então, deixa a preguiça pra lá, aproveita pra circular no pub e vai buscar sua tulipa geladinha no bar.

  • Espaço temático: 8,0

Um pouco apertado por conta dos barris e maquinaria da cervejaria de um lado, e mesas e mais mesas do outro. Um pequeno espaço na frente do palco é o melhor lugar pra dançar. Pena que todo mundo pense assim em determinado momento da festa.

  • Paquera: 9,0

Meninas, meninas… muito bom, hein? Hehehe 😉

  • Preço: 8,0

De acordo com o índice Brasília de preços absurdos, até que dá pra saborear um chopp diferente a um preço razoável. A entrada também é abaixo da média dos pubs do Plano.

Chequem o site do lugar: http://www.stadtbier.com.br/

Até o próximo pub! = )