…porque toda anunciação era vã

Então, deixa ser como será… e crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.

Tenho uma amiga que se chama Patrícia. A Paty é uma pessoa que funciona na base do amor: seus dias, sua vida e seus momentos têm razão e motivo quando há amor envolvido. Há pessoas que produzem melhor à tarde, outras logo cedo pela manhã. Outras são pessoas notívagas e produzem melhor à noite. A Paty tem picos de produtividade quando está amando. E ela sempre está amando. Quando não há alguém especial para amar, ela está amando aos seus amigos, amando os seus momentos de descoberta, amando a si mesma e às suas músicas que falam de como amar é bom e necessário. Patrícia é uma pessoa que, nessa vida, essencialmente, ama. Já filosofávamos, eu e meus amigos, sobre as possíveis missões que nos cabiam na Terra, nesta vida, e o que era esperado de nós. Acho que a missão da Paty é, mais do que qualquer outra, amar. E assim mostrar aos nossos corações áridos e modernos, que prezamos tanto amar a nós mesmos, mais do que aos outros, com todo o nosso discurso covarde e de pouca entrega aos nossos sentimentos mais plenos, que é preciso amar. Antes de tudo. Antes de saber escrever, ler, raciocinar, argumentar, é preciso saber amar. Saber que a entrega é parte constante e plena de nossa existência. Que só quando aprendermos que apesar de nossos grandes cérebros científicos pós-modernos, não sabemos nos entregar ao sentimento primeiro, para o qual fomos desenhados por Deus e pela evolução: o amor.

Obrigada, Paty, por nos ensinar sempre que o amor é o mais importante. Mesmo quando tentamos te dissuadir disso. Seja forte, não nos ouça. 😉

Morar só [2]

Publicado: novembro 16, 2010 em cotidiano, pq sem dizer nada...se diz mais.

“Acorda preguicinha!”

Como alguém acorda cansado? Olho não quer abrir, soneca no celular.

“Acorda preguicinha!”

Como a voz de uma pessoa de dois anos de idade tentando te acordar pode ser tão irritante e adorável ao mesmo tempo? Levantar, levantar logo. Dia nublado, frio, com que roupa eu vou. Bom dia, Renato Machado. Banho quente, roupa confortável. Saindo de casa com Norah Jones nos ouvidos e uma sensação de oportunidade perdida. Poxa, show da Norah Jones de graça no Ibirapuera? Não era pra perder. Chuva, lama, guarda-chuva e o pensamento mais forte do dia está numa galocha para os pés molhados. Metrô, trabalho. Relatórios, planilhas, perspectivas futuras para adolescentes e seus pais. Senhor de idade passando mal e o SAMU se recusando a buscá-lo. Planos, planos, planejamento. O livro de estatística ainda está na bolsa, a prova é sexta.

Almoço, conversa, bate-papo, família postiça rindo, brigando e oferecendo colo. Hora do trabalho de novo, furo da ONG, celular não atende, furo na reunião, planejamento com a equipe toda. Especialistas recém-chegadas, orientações, acompanhamento das ações, sugestões de como fazer isso e aquilo. Carona até o metrô, nova especialista acompanha, bate-papo sobre pesquisa. Olhos cansados, corpo cansado, e hoje nem foi dia de Unb. Que cansaço é esse? Vou dormir assim que chegar em casa. Pff, como se eu conseguisse. Até logo pra nova colega e a cabeça ainda a mil vem falando com colegas do mestrado pelo telefone, ajuda na prova de estatística, no procedimento novo a ser apresentado ao orientador e ao outro professor. Que escala é essa? Qual o teste que vai ser usado?

Casa. Internet. TV. Banho. E o mundo continua funcionando e falando comigo no facebook, Orkut, MSN, email, blog, jornais. Falo com vários e com ninguém ao mesmo tempo. Alguém me conta um dia ruim pelo MSN. Alguém me conta um dia tranquilo. Contato com pessoa importante para eventos futuros. Cansei de verdade. Shut down everything. Dr. House pra fechar o dia. Episódio sete.

Última olhada no email. “Your submission has been accepted. Congratulations.” É isso. Vou pra Denver, Colorado, apresentar meu primeiro trabalho internacional. Sorriso largo, olho brilhando, olho de lado pra comemorar…

Congratulations.

Finalmente, um homem que fala de amor como poucos (ou como nenhum) que já ouvi. Gustavo Gitti tem o dom de falar de mulheres sem abandonar o masculino que há nele. Fala de mulheres para homens no Papo de Homem e fala sobre amor e relacionamentos, sem ser piegas e muito à vontade, no Não 2, Não 1. Vale muito a pena ler os textos desse homem que fala sobre mulheres de forma intensa e apaixonante.

Deixo aqui um texto do Não 2, Não 1. O texto é antigo mas vale a pena ler.

http://nao2nao1.com.br/feast-of-love-homens-buscam-liberdade-mulheres-querem-amor/

Xenofobia não!

Publicado: novembro 5, 2010 em O que eu não entendo...

Enquanto a Europa guarda uma imensa cicatriz como resultado da segregação de seus iguais, em guerras baseadas na intolerância e discriminação, os brasileiros tentam revisitar uma prática patética e inconsequente – a xenofobia. Já escrevi uma outra vez aqui neste blog o quanto me surpreendia a visão deturpada do meio pra baixo do país em relação ao Nordeste, portanto, sinto-me indignada e no direito de divulgar essas manifestações ofensivas, irresponsáveis e infantis de grupos de pessoas que lotaram o twitter após as eleições. O site da ONG “Não à xenofobia” tem divulgado os perfis de pessoas que fizeram comentários ofensivos, que incitam a violência e o homicídio contra os nordestinos. Visitem, comentem, divulguem esse fato. Não deixemos que esse ódio gratuito se espalhe.

O Ministério Público Federal do Estado de São Paulo já foi acionado contra 1.037 perfis que participam desse crime de incitação à violência e ao homicídio contra nordestinos. Espero que a sociedade não se cale e torne normal comentários, atitudes e ações xenófobas.

Como resposta ao ódio gratuito e comentários de que nordestinos são burros, mortos de fome e que sugam a economia do país, aponte você um nordestino de sucesso que você conhece, que auxilia a economia, a cultura, a ciência e as artes desse país.

Para iniciar, aponto os mestrandos e doutorandos da Pós em Ciências do Comportamento da UnB, intelectuais brasileiros contribuindo com a pesquisa para melhorar a qualidade de vida das pessoas, formada não unicamente, mas em sua grande parte, por nordestinos cearenses e piauienses.

Julianna, piauiense de Teresina, colaborando por um país melhor.

Vistem: http://xenofobianao.tumblr.com/

Seven years

Publicado: outubro 31, 2010 em cotidiano, pq sem dizer nada...se diz mais.

 

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she’ll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin’ to the ground

Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That’s all her own

Spinning, laughing, dancing to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she’s all alone

A história está no vídeo: um pianista que, ao se deparar com uma foto de pássaros pousados em fios da rede elétrica, enxergou uma pauta musical e compôs uma música. Mais divino, impossível.

A apresentação dessa versão se deu em 2009 no TEDx São Paulo, um evento que trata de grandes ideias para mudar o mundo agora e não no futuro. Esse ano acontecerá o Tedx Amazônia, dias 06 e 07 de novembro. Daqui uns dias falarei sobre ele – eu espero.